quinta-feira, 16 de maio de 2024

A enchente nos faz pensar

  A verdadeira verdade - desculpem -me pela redundância - sobre essa enchente é uma só! Desde a pandemia de COVID-19 que assolou o mundo deixando uma sequela irreversível na vida de todos nós, os discursos são os mesmos: "o tal novo normal". É novo normal a uma vida que inspira cuidados e investimentos em saúde, educação e meio ambiente. 
  Primeiramente, seria necessário pensar sobre a atuação política no Brasil. Se revisitarmos os períodos históricos brasileiro, veremos muita indiferença ao povo mais sofrido da nossa terra. Ora, se o estado vive de impostos, e não são poucos, por que não dizer diariamente em rede nacional o valor de cada aplicação em saúde, educação e meio ambiente. Friso isso, pois os três devem andar de mãos dadas, o tempo todo.   Aliás, não é o que vemos hoje. 
  Não estou falando de partidos e tampouco de polarização. Estou falando de olhar para o "lindo  texto da constituição" e refletir sobre os problemas, diariamente. Diz a letra da canção do Legião Urbana, Que País é Esse: "... ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam  no futuro da nação ". Sim,  acreditamos no futuro de olhos fechados. Não sabemos cobrar pois não fomos estimulados a isso. É triste para não dizer caótico. Enquanto grandes emissoras de mídia aberta ao público continuarem dizendo: o "brasileiro é guerreiro" (...e somente isso!), não teremos um povo que sabe pensar e consegue cobrar os seus direitos. Paralelo a isso, um povo alienado a ideologias retrógradas tais como volta à ditadura ou a implantação do comunismo, é um povo doente pelo vírus da manipulação das massas. Vale lembrar que o aspirante à política de hoje vá se preparando para incluir no seu programa a política ambiental. 
    Em última análise, o que fazer então: cobrar um ensinou público de qualidade. Cobrar uma política de proteção ambiental (aprender isso com os indígenas). Reivindicar por um estudo forte de filosofia e história nas escolas brasileiras. Não estou falando aqui de uso das tecnologias, pois esse deve ser inerente ao sistema, o que não é na sua completude.  Encerro com um trecho do romance de Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo: "a vida começa todos os dias". Então, lembremos o 5° ano, comecemos urgentemente, pois começar é um verbo, cujo sinônimo  é iniciar. 

Cristiano Fonsa 
Professor Estadual no RS. 

  
  


sábado, 16 de janeiro de 2021

Dificuldades com a escrita de textos escolares


  😔  Tenho observado que muitos alunos têm muitos problemas com acentuação gráfica, o uso correto da pontuação, a organização textual etc. É possível resolver esses problemas com muita leitura e, sobretudo,  com o estudo das regras gramaticais. 

   Somado a isso, outro problema que assola os estudantes, certamente, é  o que escrever. Como começar um texto ou uma resposta de interpretação em que o aluno deva emitir a sua opinião tem se tornado um problema crônico para muitos estudantes.

  A fim de tentarmos entender esse contexto, em primeiro lugar, é necessário afirmar que sem a presença do hábito da leitura na vida do jovem estudante, tudo se torna mais difícil.  Como tudo na vida, a decisão de  reservar um tempo do dia para a leitura,  exige muita renúncia e um pouco de esforço! Nada impossível de se fazer,  desde que tenhamos um objetivo, que no nosso caso é escrever!

   Com a internet presente na vida de quase todas as pessoas, ler uma notícia, um artigo de opinião, um livro, um poema etc tem se tornado uma ação muito acessível.  Outra grande leitura é a da  Bíblia Sagrada. Certa vez, o grande escritor Moacir Scliar, falecido em 2011, porto-alegrense,  membro da Academia Brasileira de Letras, disse que as narrativas bíblicas são sintéticas e objetivas. Disse também que este livro sagrado conta com histórias muito bem narradas. Além da sabedoria divina presente, entraremos em contato com a escrita correta, exigida nos textos escolares. 

   O primeiro grande passo, portanto, é escolher alguma leitura que lhe agrade e, assim, criar um hábito. Esse "ritual" de ler sempre é muito prazeroso. Ler, portanto, é uma atividade fundamental para melhorar a escrita e o bom  desenvolvimento escolar. Claro, existem problemas relacionados a dificuldades com a escrita que são tratados na esfera médica. Entretanto, não tratarei aqui sobre esse caso.

   Por fim, deixarei aqui uma dica inicial para quem gostaria de testar a sua escrita. Segue a dica: - pegue uma folha  em branco, de preferência com pautas,  e uma caneta ou lápis. Pense em algum problema, ou em algum fato que te deixou intrigado. Em seguida, escreva tudo o que te vier em mente. Escreva para valer. Não deixe sequer uma palavra fora desse texto. Só pare quando cansar! Então é chegada a hora de mostrar para um colega, um amigo ou até mesmo o seu professor de português. O resultado desse exercício é muito positivo, pois logo perceberão a capacidade que está dentro de você. Depois, virá a parte de organização textual, mas esse assunto trataremos em outra ocasião.  


                      Desejo-lhes coragem, leitura e muitos exercícios!

   

  Professor Cristiano - graduado em Letras e literatura da língua portuguesa.

✌✌😃

   


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Exercício de acentuação gráfica - 6º ano

      LEIA O CONTO E ACENTUE AS PALAVRAS QUANDO FOR NECESSÁRIO.

                   

                                                        O misterio da macieira

Certo dia, tres meninos e tres meninas estavam inventando uma brincadeira. Foram ate um pe de maça que ficava nos fundos do quintal do vovo de uma das meninas, a Aninha. Eles sentaram-se no chao proximo da arvore. De repente, um dos meninos teve um pressentimento: a grande arvore sairia voando e eles voariam juntos, pois estavam muito perto dela. Mas nao foi isso o que aconteceu. Eles se deram as maos e começaram a girar em torno do tronco da maceira. Eis que surgiram varias maças que caiam da arvore. Eles ficaram assustados e comecaram a correr. A vovo da Aninha disse a todos eles: "parem de correr. Voltem la e tragam as maças que cairam no chao, eu vi daqui o que voces fizeram". Todos, assustados não quiseram voltar. Entao, a vovo e o vovo foram até a macieira e viram que não tinham mais maças. No outro dia, os meninos voltaram para ver qual o misterio do pe de maça. As meninas ficaram com medo e preferiram nao ir. Descobriram que dois esquilos, ajudados por passaros sacudiram o pe para depois levarem as frutas para sua tocas e ninhos. Os animais dividiam as frutas entre si. Os meninos contaram para os avos de Aninha tudo o que viram, mas eles não acreditaram. As crianças demoraram para brincar debaixo do pe de maças. Muito tempo depois, as crianças, agora adultos, voltaram para lembrar desse dia e dar muitas risadas do susto que levaram. (texto de ficção escrito por: Prof. Cristiano)

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Proposta de redação dissertativa-argumentativa - Nomofobia

A pergunta que muitos alunos fazem é a seguinte: sor, tens um palpite para o tema da redação do ENEM deste ano? A resposta é simples. Não, pois a banca é um mistério. Logo, devemos exercitar a escrita com diversos temas. Então, vamos trabalhar a Nomofobia? Vá que caia!?


ROTEIRO
1 - Redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema CAMINHOS PARA EVITARMOS A NOMOFOBIA, apresentando proposta de conscientização social.
- Número de linhas: minimo 20, máximo 30.
- Siga as orientações das propostas anteriores.
2 - O texto de apoio está no link que segue:

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Assunto, tema e tese

 Há uma diferença entre essas duas palavras.  Vejamos:

  ASSUNTO

 Quando falamos em violência, podemos pensar na violência verbal, física, contra animais, contra mulheres, violência doméstica, contra crianças etc. Portanto, o assunto é a generalização, um conceito abrangente.

   TEMA

  Observando os exemplo acima, é possível vermos que para cada tipo de violência temos uma discussão direcionada. Um "pedaço" do assunto. 

   Então o assunto pode ser tratado através de vários temas.

   TESE

    Quando nos posicionamos com argumentos próprios diante de um tema que nos foi proposto, estamos neste momento apresentando a nossa tese. A tese pode ser apresentada na introdução dos textos dissertativos.  Uma tese para o tema violência contra os idosos pode ser abordada da seguinte forma: os maus-tratos contra pessoas idosas demonstram que os valores humanos não fazem parte do repertório dos agressores e um dos principais motivos é a falta de amor. 

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Proposta de redação, dicas e sugestões


REDAÇÃO DISSERTATIVA ARGUMENTATIVA
Prof. Cristiano  

Proposta de redação
  Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema  MAUS-TRATOS CONTRA IDOSOS E ANIMAIS, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

ROTEIRO  ( DICAS e SUGESTÕES)
1- Lê os textos de apoio (extraia dados, porém não copie trechos inteiros);
2 – Organiza  o teu texto! Constrói quatro parágrafos; número de linhas: máximo 30;
3 – Na introdução, anuncia os tópicos que irás trabalhar, no caso maus-tratos contra idosos e animais. Apresenta a tua tese sobre o tema;
4 – No desenvolvimento 1 , escreve sobre os maus-tratos contra idosos;
5 – No desenvolvimento 2,  escreve sobre os maus-tratos contra os animais;
6 – Percebe que trago uma proposta na qual terás de fazer uma relação entre os dois tipos de maus- tratos (de tantos existentes na sociedade); então, não foge ao tema;
7 – Na conclusão, será possível fazer a relação  ou comparação entre os dois casos e apresentar uma solução para o problema detalhando o que deve ser feito. Chamaremos esta etapa Proposta de Intervenção Social;
8 – Lembre-se de que há um problema comum aos dois tipos de maus-tratos. Essa questão terá de ser refletida por meio de dados e exemplos. Logo,  espera-se que dês uma solução com detalhamento (como faria? onde? como?);
9 – Vale dizer  que cada parágrafo de desenvolvimento deve ter,  no mínimo, três orações: a) tópico frasal; b) dados, exemplos, estatísticas, fatos etc; c) tua ideia sobre o assunto (argumentação). Tenta seguir essa ordem.
10 – A elaboração do rascunho, garantirá a qualidade do teu texto, um a vez que irás perceber que poderás  incluir conteúdos, excluir o que julgares demasiado e corrigir pequenos deslizes.

                                         Texto I
Maus-tratos contra idosos

por ACS — publicado 3 anos atrás
O Estatuto do Idoso, Lei 10.741/2003, prevê como crime a conduta de colocar em risco a vida ou a saúde do idoso, através de condições degradantes ou privação de alimentos ou cuidados indispensáveis. A pena prevista é de 2 meses a 1 ano de detenção, e multa. Se o resultado do crime for lesão corporal grave, a pena aumenta para 1 a 4 anos de reclusão. Por fim, se o resultado for morte, a pena é de 4 a 12 anos de reclusão. 

Estatuto do Idoso
Lei Nº 10.741, de 1º de outubro de 2003
 Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado:
        Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa.
        § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
        Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
        § 2o Se resulta a morte:
        Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.
© Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta publicação, desde que citada a fonte.
Acesso em 25/06/2020

                                         TEXTO II
Denúncias de maus-tratos contra animais aumentam mais de 10% durante quarentena
O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMVSP) divulgou dados de denúncias de maus-tratos contra animais , que tiveram aumento superior a 10% se comparados com a mesma data em 2019. No início do ano passado, os números eram de 4.108 denúncias. Agora, em 2020, este número é de 4.524 denúncias. 

Acesso em 25/06/2020

                                    TEXTO III

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSO É CRIME
 (site: Catraca Livre, 14/08/2019)
  A violência contra idosos pode ser definida como qualquer ato, ou ainda a ausência de uma ação, que cause dano ou incômodo à pessoa idosa. Para ser considerada como violência contra o idoso o ato pode ser único ou repetitivo e deve acontecer em uma relação em que haja expectativa de confiança.
Estão entre os casos mais comuns os abusos psicológicos, abusos financeiros, negligência, abusos físicos e os abusos sexuais.

Em pesquisa, a OMS descobriu que quase 16% das pessoas com 60 anos ou mais foram submetidas a abusos psicológicos (11,6%), abusos financeiros (6,8%), negligência (4,2%), abusos físicos (2,6%) ou abusos sexuais (0,9%)

Como denunciar

Disque 100 

As denúncias de violência contra idosos podem ser feitas pelo Disque 100, que funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100.

Acesso em 25/06/2020

                                   
                                      TEXTO IV

Se você ainda tem dúvidas, veja o que é considerado maus-tratos:

– Abandonar;
– Ferir, mutilar ou envenenar;
– Manter preso permanentemente em correntes;
– Manter em locais pequenos e sem higiene;
– Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
– Deixar sem ventilação ou luz solar;
– Não dar comida e água diariamente;
– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
– Obrigar a trabalho excessivo ou superior à sua força;
– Utilizar animais em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
– Capturar animais silvestres;
– Promover violência como rinhas, farra-do-boi, dentre outros.

Outros exemplos estão descritos no Decreto Lei 24.645/1934, de Getúlio Vargas.



Acesso em 25/06/2020
 
                                       TEXTO V

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. ... § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”.

Acesso em 25/06/2020



sexta-feira, 12 de junho de 2020

O toco de lápis




                                                                        foto: arquivo pessoal

 Quem eu era?
 Ah, eu era quem tu não gostavas,
Porque tu quebravas a cuca com as contas
da escola.

Quem eu era?

Ah, eu era alguém que tu amavas,
pois aprendeste a escrever comigo,
na escola.

Quem eu era?

Não, quem eu sou,  hoje?
Um toco de lápis...
que foi um dia uma bela árvore.

Lembrei de Manoel de Barros, Canção do ver.
Mas não precisa doer
Que vou ficar na tua lembrança
Pra tu poderes dizer, dizer e dizer ...

    (Cristiano Fonsa - jun 2020)
                                                                                                        

Uma dica:
Quando a inspiração vier, escreva,
O toco de lápis serve para isso.

12 de junho de 2020
   

terça-feira, 9 de junho de 2020

Senão e Se não

   Vamos estudar estes dois tópicos de linguagem? Muito bem, saibamos diferenciá-los através das explicações que seguem:
      
Se não   


      Equivale a caso não.  


   Se não  vieres aqui amanhã, avise-me!
   Se não quiseres almoçar, não fiques constrangido!
   


   Senão

   Corresponde a do contrário, a não ser, defeito ou mácula.

    Estude muito, senão terás dificuldades na vida.

    Não falava de outra pessoa, senão de sua amada.

    Pegue o dinheiro, senão ficarei triste.

   Os alunos não apresentaram nem um senão. 
__________________________________________________________________
  
 Agora é a sua vez. Elabore dois exemplos para cada caso.
  
1 - ---------------
2 - ---------------
   Bons estudos!


Referência:

Almeida, Nilson Teixeira de. Gramática da Língua Portuguesa para concursos. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2004



terça-feira, 26 de maio de 2020

O uso dos porquês

                                                                                                         Foto: arquivo pessoal


            Vamos entender esse tópico de linguagem?



           Em primeiro lugar, vamos analisar os porquês existentes.  São quatro: por que

por quê; porque e porquê. Cada caso tem a sua particularidade. Vamos a elas:


 POR QUE: Temos a preposição por + pronome que



a) quando equivale a pelo qual e variações, temos a preposição por seguida do pronome relativo que


    Este é o caminho por que trilho. (= pelo qual)

Essa é o time por que torço. (=pela qual)



b) quando equivale a por qual razão, por qual motivo, trata-se da preposição por seguida do pronome interrogativa que



      Por que  sua irmã não veio à festa? (= Por qual razão)

        Não sei por que ele está chateado. (= por qual motivo


POR QUÊ   (Separado e com acento) 

       Usado no final de uma oração, equivalendo a "por que motivo", ou então antes de uma pausa. 

          Ele deixou o jogo sem dizer por quê.
    Andreia  saiu por quê,  se ninguém autorizou?
         Você briga por tudo, por quê, minha filha? (aqui temos o caso de uma pausa forte)

                                      
PORQUE (junto e sem acento) 

     Quando equivale a pois, uma vez que, porquanto, pelo motivo de que, visto que, para que
   
    Vamos estudar porque é importante.

"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa." (Cecília Meireles)

  Leia muito porque terás sabedoria.

         
PORQUÊ (junto e com acento)

Só deve ser empregado como substantivo. Neste caso, aparece sempre antecedido de um determinante: 

     Estranho o porquê de tantas mentiras. (observe o artigo o)
É um aluno cheio de porquês. (note que a expressão está no plural)


Observações: no primeiro exemplo, podemos substituir o porquê por o motivo.
Já no segundo, é possível substituir os porquês por os motivos.


              Portanto, cada estudante deverá montar o seu esquema para que consiga absorver esse importante conhecimento. Esse estudo fará toda a diferença na redação dos teus textos escritos. Convido-te agora a  exercitar o que aprendemos!


  Complete as lacunas:



  "____________________ ele não quis dizer o ______________  de você não estar lá naquele dia? ___________ ? Achei ruim, _____________ fiquei esperando." Saiba escrever "____________________" junto ou separado e usar ou não acento.




Referências 

              Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo professor Pasquale. -- Barueri, SP: Gold Editora, 2009. --


             Nilson Teixeira de Almeida. Gramática da língua portuguesa para concursos, vestibulares, ENEM, colégios técnicos e militares /  4. ed. - São Paulo: Saraiva, 2003.


terça-feira, 5 de maio de 2020

Mas ou mais? Quem já teve essa dúvida?


Mas  ou  Mais?


 Quem nunca teve essa dúvida? Tal dificuldade pode aparecer no momento em que estamos escrevendo ou falando. Por isso, vamos entender um pouco sobre essas duas palavras? 
 Mas é conjunção e indica a ideia de contrariedade.  Já a palavra mais (advérbio de intensidade),  representa, principalmente,   intensidade.  Se consultarmos um bom dicionário, observaremos outros significados para esses termos. Vale lembrar que quando temos alguma dúvida, devemos recorrer ao dicionário. Hoje podemos baixar nos smartphones  aplicativos que oferecem este tesouro.
 Portanto, quando pensarmos em contrariedade ou oposição,  use a palavra mas (conjunção adversativa).  
  Observe este exemplo:  ele fez mais exercícios físicos, mas nunca deixou de estudar.  Até mais!

Desafio:

Escreva um texto com dez linhas com o tema livre usando mas e mais. Lembre-se, são dez linhas nas quais terás que usar o maior número de vezes esses dois vocábulos.

Uma dica de um tema para o desafio: leitura

  Quero ler mais de um livro por mês, mas não encontro tempo para essa tarefa. E agora, mais esse problema para eu resolver! Mas não terá obstáculo que me fará ler mais, mais e mais. 


Redação Ponte

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Esperança dentro da literatura

            
 Em tempos difíceis, a literatura pode nos ajudar a sair um pouco das notícias que nos trazem dor. A poesia, por exemplo, faz bem e nos ajuda a evoluir. Um bom texto, um romance, um verso de um poema são ferramentas que  nos ajudam a mergulhar em um mundo paralelo ao que estamos vivendo. Quando lemos um texto poético, entramos em uma atmosfera surpreendente, pois ativamos a imaginação.

  O Brasil abriga um celeiro de escritores e poetas. O compositor Chico Buarque é um deles. Em um verso da canção Apesar de Você, ele diz o seguinte: [...] apesar de você/ amanhã há de ser/ outro dia[...]. Sim, se pensarmos bem, o dia de amanhã é um mistério. Outro verso que trazemos é "a esperança não murcha/ ela não cansa [...] (Augusto dos Anjos). De fato, a esperança está sempre disponível.  Por fim, o poeta Mário Quintana nos diz no seu poema Esperança: "Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano; vive uma esperança [...]. Verdade, todos os anos isso se repete,  Quintana tinha razão!

     Então vamos incluir um pouco da beleza que a literatura nos traz dentro dos poemas. Será muito bom, principalmente para quem busca novas ideias para escrever seus textos.


                                        70 frases de esperança para manter a chama acesa dentro do coração Imagem: Google

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Botando pra quebrar - Fernando Sabino

 

 Botando pra quebrar        Imagem:Ecycle/google
          
Como fazer o descarte de cerâmica
                                                             

        Dona Neném viu o anúncio na televisão e se entusiasmou: duro na queda, cai sem quebrar. Não era de hoje que esse problema vinha infernizando a sua vida doméstica: pratos trincados, xícaras sem pires, sopeiras sem tampas, peças desfalcadas inutilizando o jogo inteiro. Ela própria sendo a principal desastrada, ao ensinar a nova cozinheira como lavar a louça sem quebrar uma só peça, acabava quebrando duas.
        Agora vinha aquela novidade: a louça inquebrável. Só que desta vez não era pirex, nem plástico: tinha todo o aspecto de louça de verdade.
        — O senhor garante que não quebra mesmo? — perguntou no supermercado, diante da novidade em exibição na prateleira.
        O empregado lhe estendeu um prato com um sorriso superior:
        — Se não acredita, pode experimentar.
        Dona Neném é dessas que pagam para ver: atirou no chão o prato e o prato se espatifou em mil pedaços. O homem tentou recolher o sorriso agora desapontado:
        — É porque bateu de quina.
        — Posso experimentar outro?
        Dona Neném pegou outro prato e jogou no chão, com o mesmo resultado. O homem coçava a cabeça com ar de parvo:
        — Não sei como explicar...
        — Este não bateu de quina.
        — Devia estar com defeito.
        Um senhor gordo, que se detivera para assistir à cena, afastou polidamente o empregado com o braço e se adiantou, ar suficiente:
        — Não quebram mesmo, eu conheço o produto. É que a senhora jogou assim...  — pegou um prato e ergueu-o no ar como se fosse atirá-lo com força: — Ao passo que a senhora devia ter deixado cair assim.
        Deixou delicadamente que o prato se escapasse de suas mãos. Ao bater no chão, o prato se espatifou.
        — Então, está bem, estou satisfeita — disse dona Neném, e foi saindo.
        — Espere! — saltou o homem do supermercado, ferido nos seus brios: — Eu asseguro à senhora que não quebra mesmo, quer ver?
        Deixou cair um prato, que saiu saltitando pelo chão, sem se quebrar.
        — Eu não disse? — tornou ele, mostrando os dentes, vitorioso: — É uma questão de jeito. Uma simples questão de jeito.
        — Uma simples questão de jeito — repetiu ela: — Quer dizer que para quebrar é preciso deixar cair com jeito.
        — É isso mesmo! — desafiou uma mulherzinha que se detivera junto a eles, interessada: — Com ele não quebra, mas com a gente quebra.
        — Então experimente a senhora — e o homem lhe estendeu o prato.
        — Prefiro a sopeira, se o senhor não se incomoda.
        Ela tinha cara de uma grande quebradora de louça. Pegou a sopeira e deixou cair: caco para todo lado. Estimulada pelo exemplo, uma menina desgarrou-se da mãe; passou a mão numas xícaras e atirou ao chão. Quebraram-se todas. O senhor gordo chamou-lhe a atenção:
        — Assim não, minha filha. Tem de deixar cair.
        Pegou uma pilha de pires e deixou cair. O chão se cobria de cacos de louça. A menina, entusiasmada, se servia na prateleira, atirando ao chão tudo que suas mãos alcançavam. A mulherzinha completou a obra largando no ar, delicadamente como queria o outro, a tampa da sopeira que lhe ficara nas mãos.
        — Parem! Parem! — pedia o homem, desesperado: — Assim vocês me quebram a louça inteira! Alguém vai ter que pagar por isso.
        Voltou-se para dona Neném, ameaçador:
         — A senhora vai ter que pagar. Foi quem começou.
         — Pagar, eu? Tinha graça! Devagar com a louça! Não é inquebrável? — e dona Neném botou pra quebrar, reduzindo a pedaços as últimas peças que restavam em exibição.
        A essa altura a confusão já se generalizava e o gerente acorria, mobilizando os guardas de segurança da casa:
        — Que está acontecendo? Que loucura é essa?
        O empregado tentava se explicar, nervoso, até que o gerente o fez calar-se, botando também pra quebrar:
        — Seu idiota! Cretino! Imbecil! — e apontou outra prateleira de louças: — A inquebrável é aquela! Quem vai ter que pagar é você. E está despedido.
        Voltou-se para os fregueses, procurando se conter:
        — Desculpem, ele é novo na casa... A louça não é esta, é aquela ali. São realmente inquebráveis, venham ver.
        Dona Neném se adiantou, interessada:
        — Posso experimentar?
        Sem esperar resposta, pegou um dos pratos realmente inquebráveis e deixou cair. O prato esfarelou-se no chão.
          Fonte: Livro de português: conexão e uso, 6º ano: ensino fundamental, anos finais/ Dileta Delmanto, Laiz de Carvalho. --1ªedição.--São Paulo: Saraiva, 2018.
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Perguntas 
1) O que levou Dona Neném a tomar a decisão que dá inicio à narrativa?

2) Qual foi a primeira providência dela ao chegar ao supermercado?

3) O que você achou da atitude de Dona Neném de jogar o prato no chão para testar a qualidade?

4) De que forma a atitude de Dona Neném cria  o humor do texto?

5) Explique o trecho que diz; "[...] desculpem, ele é novo na casa.... A louça não é esta, é aquela ali. São realmente inquebráveis e deixou cair. O prato esfarelou-se no chão.

6) O anúncio de televisão dizia; "Duro na queda, cai sem quebra". Depois e ter lido o texto, o que tu podes dizer sobre este anúncio?

7) Vamos conhecer o escritor Fernando Sabino? Pesquise a sua biografia. Leia algumas resenhas de seus livros.







A enchente nos faz pensar

  A verdadeira verdade - desculpem -me pela redundância - sobre essa enchente é uma só! Desde a pandemia de COVID-19 que assolou o mundo dei...